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domingo, 6 de março de 2011

Polícia suspeita que existam cúmplices

As roupas que Luciene e Lavínia vestiram, além do tênis e do cadarço, foram levadas nesta tarde para o Instituto de Criminalística Carlos Eboli.
Roupas da Menina Lavínia e de Luciene
A Polícia Civil investiga a participação de pelo menos mais uma pessoa na morte da menina Lavínia Azeredo, de 6 anos, enterrada na manhã desta quinta-feira (3), no cemitério Corte 8, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em clima de forte comoção. Segunda a Polícia Militar, 300 pessoas acompanharam o velório e o enterro.
O principal ponto que ainda não foi esclarecido é como Luciene Reis, que confessou ter matado a criança, conseguiu entrar na casa da família na madrugada de segunda-feira (28) e levá-la sem levantar suspeitas.
As roupas que Luciene e Lavínia vestiram, além do tênis e do cadarço – que segundo a polícia foi usado para asfixiar a menina – foram levados nesta tarde para o Instituto de Criminalística  Carlos Eboli.
A polícia espera ouvir ainda hoje os pais e o avô de Lavínia.
Imagens reforçam suspeita
O delegado Robson Costa conseguiu imagens do circuito interno de um ônibus que mostra a menina Lavínia na companhia de Luciene. Ele disse que as imagens serão usadas como prova de que a mulher matou a criança.
- Depois que conseguimos imagens, ficou difícil de ela não confessar. A mãe dela ajudou, pediu para a filha 'começar uma vida nova'.
Segundo o delegado, a suspeita tentava extorquir R$ 2.000 do pai da menina. De acordo com Costa, Luciene dizia ao pai de Lavínia, Rony dos Santos, que o dinheiro seria dado ao seu ex-marido, a quem ela acusava do sequestro da garota.
Com esse argumento, a polícia montou uma estratégia para pegá-la. Santos, com ajuda da polícia, marcou um encontro com a suspeita, dizendo que daria o dinheiro a ela. Luciene compareceu ao encontro e foi levada para interrogatório na delegacia, onde permanece na tarde desta quarta.
Costa diz que, quando a polícia chegou ao quarto do hotel, havia um cheiro forte. Pelo odor, o delegado diz acreditar que a menina tenha sido morta na segunda-feira (28), dia em que ela foi sequestrada.
- Acredito que a Luciene tenha conseguido convencer a menina a sair de casa sem necessidade de força.
O delegado diz que uma testemunha afirmou que viu Luciene perto da casa de Lavínia.
As funcionárias do hotel viram as imagens de Luciene na televisão e chamaram a polícia, pois reconheceram a amante do pai da criança. Elas viram a mulher no hotel.
O delegado disse que o corpo de Lavínia estava de bruços e com uma toalha no rosto. Costa se emocionou e chorou ao dizer que esperava encontrá-la viva, em entrevista ao vivo ao programa Balanço Geral, da Rede Record.
- Apesar de fazer parte da minha rotina, não me conformo como pode alguém fazer isso com uma criança de seis anos.
Desaparecimento
A polícia chegou a cogitar a participação direta do pai ou da mãe, Andréia Azeredo. A primeira versão da história, contada pela mãe, seria a de que Santos havia chegado a sua casa às 3h e, quando acordou às 5h45 para trabalhar, verificou que a janela e a porta do quarto estavam abertas e a menina não estava mais na cama.
De acordo com a mãe, um móvel foi arrastado para perto da janela do quarto da criança e teria auxiliado na invasão da casa.
Fonte: R7.com (03/03/2011 – 14h39)

Pequena Reconstituição do caso

Luciene confessa que matou Menina Lavínia

Corpo de Menina Lavínia é encontrado

Corpo foi achado no Centro de Duque de Caxias, por camareira. Segundo polícia, menina tinha cordão do tênis enroscado no pescoço.
A polícia do Rio confirmou que o corpo da menina Lavínia Azeredo, de 6 anos, que estava desaparecida desde segunda-feira (28), foi encontrado num hotel, nesta quarta-feira (2), no Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A informação foi passada pelos inspetores Clóvis, da 60ª DP (Campos Elíseos), e Alexandre Dihe, da 61ª DP (Xerém).
Curiosos acompanham o trabalho da Polícia em frente ao Hotel
A menina foi vista pela última vez por volta das 3h de segunda, quando acordou com a chegada do pai em casa. A mãe deLavínia só percebeu o sumiço quando foi chamar a filha para ir à escola, pela manhã.
Asfixia
O corpo foi achado por uma camareira do hotel. Segundo a polícia, a menina foi achada embaixo da cama, de bruços, enrolada numa toalha e com o cordão do tênis enroscado no pescoço. A polícia acredita que ele tenha sido morta por asfixia há 2 dias.
A movimentação de policiais e curiosos em frente ao hotel é grande. Chorando muito e bastante abalado com a notícia, o tio da menina esteve no local e, em seguida, saiu em diligência com a polícia.
O caso era investigado como sequestro pelo delegado Robson Costa, da 60ª DP (Campos Elíseos). Durante o inquérito, os pais da menina, a mulher apontada como amante do pai e o ex-marido dela foram ouvidos pela polícia.
Logo após o corpo ter sido encontrado, a amante e seu ex-marido foram levados para a delegacia.
Na noite de terça-feira (1º), uma testemunha afirmou à polícia que viu uma mulher arrastando uma criança com as mesmas características de Lavínia em Duque de Caxias.
Quebra do sigilo telefônico
Ainda na terça, a polícia informou que pediu a quebra do sigilo telefônico dos pais da menina Lavínia e também de Luciene Reis Santana, que seria amante do pai. O inquérito foi instaurado como sequestro e policiais fizeram incursões por outros municípios da Baixada Fluminense, e também na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade.
Segundo o delegado Robson Costa, a polícia também foi checar a informação de que Lavínia estaria com o ex-marido de Luciene Reis Santana, em Belford Roxo. Luciene é apontado como amante de Rony dos Santos de Oliveira, o pai da menina desaparecida. O ex-marido de Luciene, no entanto, não estava em casa e os vizinhos negaram que ele estivesse com a criança. Além disso, os policias ainda checaram as câmeras de segurança do comércio no entorno da casa da menina, na Rua Nossa Senhora das Graças, no bairro do Divino.
O delegado disse que o resultado da perícia só conseguiu constatar digitais antigas na janela, onde havia marcas de dedo. Para ele, o sequestro pode ter sido realizado por alguma pessoa conhecida de Lavínia. "O que mais me chamou a atenção foi ninguém ter escutado nada, o que leva a crer que a pessoa gozava da confiança da menina", afirmou ele, ressaltando que no mesmo imóvel moram familiares do pai.
Suspeita sobre amante diminuiu
A suspeita do envolvimento da amante no sumiço, segundo o delegado, diminuiu, já que se confirmou a informação de que ela teria usado o Riocard para ir até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Luciene nega envolvimento no caso e disse à polícia que não conhecia a menina.
Como foi o caso
Segundo a versão de Andréia, por volta das 3h, o pai teria chegado em casa. A filha, então, acordou e Andréia a levou ao banheiro, depois voltou a dormir. Andréia afirma que trancou a janela do quarto da criança e também a porta de casa, que fica no segundo andar de um imóvel. Às 5h45 ele acordou, como de costume. Não encontrou a filha e viu a porta de casa e a janela do quarto da criança abertas. Rony, neste momento, estava saindo para trabalhar, segundo ela. “Falei pra ele que ela tinha sumido e aí começou o desespero”, contou.
Andréia também contou que, antes do marido chegar, ligou para o celular dele dezenas de vezes e em uma delas uma mulher atendeu.
De acordo com Jorge Claudio Ribeiro, vizinho e amigo do pai, ele havia passado a noite com a amante e os dois teriam brigado. Na discussão, ela teria ameaçado se matar.

Fonte: R7.com (03/03/2011 – 14h39)

Menina Lavínia desaparece de casa

Policias da 60ª DP investigam o caso, na Baixada Fluminense. Pais encontraram porta e janela abertas no final da madrugada.
Policiais da 60ª DP (Campos Elíseos) procuram, desde o início da manhã desta segunda-feira (28), uma menina de 6 anos que, segundo parentes, desapareceu de dentro de casa, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os pais contaram à polícia que deram por falta da criança por volta das 5h, quando encontraram a porta e a janela da casa abertas.
Segundo os policiais, os parentes contaram também que havia marcas de pés nas paredes do lado de fora da casa, no bairro Sagrada Família.
Os pais contaram que a menina tinha acordado por volta das 3h e logo depois voltou a dormir. Duas horas depois, os pais não a encontraram mais no quarto.
Fonte: G1.com.br (26/02/2011 – 10h49)